O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu um prazo de 20 dias para que o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) se manifeste sobre as suspeitas de envolvimento com corrupção durante sua gestão na Secretaria de Educação Paulista no período de 2002 a 2006.

“Houve um pedido formulado por ele no sentido de ter vista dos autos”, afirmou Gurgel. “Ele não teve esta vista no Ministério Público de São Paulo e eu deferi este pedido, na quarta ou quinta da semana passada”, acrescentou.

Após receber a manifestação do parlamentar, Gurgel decidirá as providências que serão tomadas. Se for aberto um processo criminal, a tramitação ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) porque Chalita é deputado e, nessa condição, tem direito ao foro privilegiado no STF.

Entre as suspeitas que recaem sobre o parlamentar está a de recebimento de R$ 50 milhões em propinas de empresas na época em que estava na Secretaria de Educação. O deputado nega que tenha participado de irregularidades.