Reduto do PDT, partido do senador Osmar Dias, segundo colocado nas eleições do último domingo, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu não favoreceram o candidato, contribuindo para a sua derrota diante de Beto Richa (PSDB).

A maior vantagem foi em Londrina, cidade natal de Beto, comandada por um prefeito do PDT. Beto atingiu 71,87% dos votos válidos, contra 25,05% de Osmar. Em Curitiba, onde Beto tinha a aprovação da maioria dos eleitores enquanto prefeito, a diferença ficou em 66% para Beto e 29% para Osmar.

A votação de Beto em Cascavel foi de 53% dos votos válidos contra 44% de Osmar. Em Foz, Osmar ficou na frente, por menos de dois pontos. A votação final apontou 49,68% para o pedetista e 48,54% para o tucano.

A pontuação se repetiu a favor de Beto em Ponta Grossa, outro grande colégio eleitoral do Paraná, com uma diferença ainda maior: 63,74% contra 33,65%. Em Maringá, um dos principais colégios eleitorais de Osmar, ele ficou na frente, com 50,65% dos votos, enquanto Beto atingiu 46,93%.

Em São José dos Pinhais, mesmo com o apoio do prefeito, Osmar não reverteu a vantagem de Beto. O tucano ficou com 58% dos votos válidos, enquanto Osmar teve 38,37%. Se dependesse das principais cidades do Paraná, o agora senador Roberto Requião (PMDB) teria ficado de fora da segunda vaga para o cargo.

Em nenhuma das grandes cidades o ex-governador ficou entre os dois candidatos mais votados. Em Curitiba, Cascavel, Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu, Requião ficou em quarto lugar. Em São José dos Pinhais e Ponta Grossa, em terceiro.