Foto: Arquivo/O Estado

Lemke: não pode.

A coligação, Paraná Forte, apresentou ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) seus argumentos contra a decisão que determinou a retirada de notícias ou informações institucionais de sites oficiais do governo, que possuam referências ao governador Roberto Requião (PMDB), incluindo a Agência Estadual de Notícias. O assessor jurídico da coligação do governador, Guilherme Gonçalves, argumenta que tanto a agência de notícias do governo federal – Radiobrás -como sites de governos de outros estados mencionam os candidatos à reeleição.

?Vamos discutir o conceito de notícia e de informação?, afirmou o advogado. Gonçalves aguarda a decisão da Corte do TRE, que deve sair na próxima semana. No último sábado, 22, a juíza auxiliar, Gisele Lemke, julgou que o Estado não poderia mencionar o nome de Requião nos sites oficiais do governo do Estado, sob pena de multa de R$ 1 mil, além de condenar o governador ao pagamento de aproximadamente R$ 5.320.

Autora da representação contra o governador, a coligação Voto Limpo (PPS-PFL), do candidato Rubens Bueno (PPS), pediu anteontem à Justiça Eleitoral que a multa dada ao governador seja aumentada para R$ 50 mil. Segundo a assessoria jurídica do PPS, o próprio governo teria noticiado que sua agência de notícias teria obtido um número excessivo de acessos no mês passado, o que justificaria o aumento da multa.