A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa fez ontem a primeira reunião para tratar do pedido de impeachment do presidente da Assembleia Legislativa (AL), Nelson Justus (DEM), e do 1.º Secretário, Alexandre Curi (PMDB), feito pela direção estadual do PV.

Os dois deputados ocupam os principais cargos da Mesa Executiva e são acusados pela direção estadual do PV de quebra de decoro parlamentar. No pedido, a direção do PV argumenta que Curi e Justus permitiram a existência de um esquema de desvio de verbas públicas, denunciado pelo Ministério Público Estadual.

Um dos integrantes da Comissão de Ética, deputado Reinhold Stephanes Junior (PMDB), disse que a comissão decidiu requerer ao Ministério Público Estadual (MPE) todos os relatórios já produzidos pela investigação que o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante as investigações realizadas na AL. A comissão também solicitou os dados levantados pela Polícia Federal, que também atua no caso.

Stephanes afirmou que a Comissão necessita dos documentos para poder começar a analisar o caso, já que a denúncia do PV se assenta tão somente em reportagens publicadas nos jornais.

“Não temos nenhum outro dado ou qualquer outro documento”, comentou. O parecer da Comissão de Ética deve ser discutido com todos os seus integrantes. A comissão pode considerar descabido o pedido, ou recomendar a suspensão ou cassação dos mandatos. Mas somente em caso de recomendação de alguma punição é que o parecer será submetido ao plenário.