A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa arquivou, por unanimidade o processo de cassação do presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM) e do primeiro secretário, Alexandre Curi (PMDB), protocolado pelo Partido Verde (PV) por conta dos escândalos de contratação de funcionários fantasmas e edição de atos secretos no Legislativo.

Votaram contra a cassação dos deputados os parlamentares Duílio Genari (PP), Stephanes Júnior (PMDB), Ademar Traiano (PSDB), Osmar Bertoldi (DEM) e Pedro Ivo (PT).

O PV pediu a cassação dos mandatos do presidente e primeiro secretário da AL por entender que ambos, responsáveis pelas nomeações e publicação dos atos, quebraram o decoro parlamentar, pois, segundo o PV, “os crimes, praticados por seus subordinados diretos, não poderiam ocorrer sem a conivência de quem assina os atos”.

O presidente da comissão, deputado Pedro Ivo (PT) disse que, após parecer do procurador da Assembleia, Ayrton Loyola e do advogado Carlos Farracho, a comissão decidiu pelo arquivamento porque entendeu que Justus e Curi não podem perder o mandato por irregularidades cometidas por funcionários da Casa.

“Eles erraram por omissão, mas isso não pode embasar um pedido de cassação”, justificou Pedro Ivo, que disse, ainda, que a argumentação do PV foi fraca, “apenas com recortes de jornais” e que “se tivesse alguma prova contundente contra os deputados, o Ministério Público teria pedido a prisão deles, como fez com os ex-diretores”.