O Conselho de Ética da Câmara vota hoje o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG), na disputa mais acirrada desde que começaram as investigações de parlamentares envolvidos no "valerioduto". Na tarde de ontem, o PFL tinha garantido seis votos pela derrubada do relatório do deputado Nelson Trad (PMDB-MS). Do lado oposto, havia mais seis votos certos pela condenação. As duas dúvidas eram os votos do deputado Pedro Canedo (PP-GO) e da deputada Ângela Guadagnin (PT-SP). Em caso de empate, o presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), votará a favor da cassação.

O impasse ocorrerá se houver alguma ausência ou abstenção. Como a aprovação precisa de pelo menos oito votos, exigência do regimento do Conselho de Ética, se o placar ficar em 7 a 6, por exemplo, Izar poderá designar um novo relator para encaminhar o voto pela absolvição. Se, mais uma vez, não se chegar aos oito votos, o processo será votado no plenário da Câmara sem parecer do conselho.