A Procuradoria Geral de Justiça informou que, após receber representação formulada pelo governador do Estado questionando a conduta funcional do promotor de justiça de Ponta Grossa, Fuad Faraj, encaminhou-a à Corregedoria Geral do MP para apuração dos fatos. A ela caberá, inicialmente, solicitar informações ao promotor.

O pedido de afastamento de Faraj dos autos de processo que questiona a suspensão do curso de Medicina da UEPG, entretanto, será apreciado pelo Poder Judiciário.

Posição pessoal

Fuad Faraj afirma que seu afastamento do caso não é cabível, já que ele é o promotor natural da matéria e que, por isso, a Constituição Federal assegura sua atribuição. “Não posso compreender que, como promotor da saúde pública de Ponta Grossa, ou seja, promotor natural do caso, eu seja afastado dele. Isso fere um preceito constitucional”, diz.

O promotor afirma ainda que está tranqüilo quanto à representação apresentada contra ele. “Em nenhum momento pretendi ofender quaisquer autoridades, limitando-me a cumprir meus deveres constitucionais, atendendo aos anseios da comunidade de Ponta Grossa e região”, afirma.