Na última reunião antes do recesso parlamentar, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Telefonia na Câmara de Curitiba ouviu ontem depoimentos do procurador da República, João Gualberto Garcês Ramos; do diretor institucional da Brasil Telecom no Paraná, Leôncio Vieira de Rezende Neto, e técnicos da Iecsa, empreiteira que prestava serviços à operadora. Novo encontro foi marcado para o dia 5 de agosto, às 14h.

O trabalho da CPI continua avançando. O consultor em telefonia Dicezar Viana, que tem colaborado na atuação da Comissão, recebeu um documento com os serviços prestados pela Telepar, tecnicamente chamado de “tela”. Nele constam os serviços de instalação e manutenção dos aparelhos. Embora os ex-funcionários da empreiteira reconheçam a “tela” como instrumento de trabalho, a operadora coloca dúvida, por ser apenas uma cópia. De qualquer forma, Dicezar Viana se antecipou e entrou em contato com alguns dos assinantes, cujos nomes constam neste material. Para sua surpresa, nenhum usuário confirmou a prestação do serviço.

Diante desta situação, o diretor da Telepar disse que todas as denúncias apuradas pela CPI estão sendo investigadas pela empresa.

Novidade

O coordenador do Procon, Naim Akel, também participou da reunião e disse que juízes do Tribunal Regional Federal em Porto Alegre foram unânimes em reconhecer a legalidade da lei estadual, assinada pelo governador Jaime Lerner, que prevê a discriminação da data, horário, duração, número do telefone chamado e o valor a ser cobrado pela operadora. Desta forma, a partir de agora, a Telepar Brasil Telecom terá que atender à determinação judicial. Caso contrário, receberá multa diária de 5 mil Ufirs.