Aliocha Maurício / GPP
Aliocha Maurício / GPP

Reinhold Stephanes assume
se Borba for cassado.

A pouco mais de um ano da próxima eleição (3 de outubro) e faltando um ano e meio para o final do mandato dos eleitos em 2002 (15 de fevereiro) o ex-ministro da Previdência e atual secretário de Planejamento do governo do Estado, Reinhold Stephanes, e o diretor de Coordenação da Usina de Itaipu, Nelton Friedrich, podem ser os próximos deputados federais do Paraná. Stephanes e Friedrich são os suplentes dos deputados José Borba (PMDB) e José Janene (PP), que estão na lista dos dezoito parlamentares que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios recomendou a cassação do mandato.

Os dois foram denunciados por envolvimento no esquema de pagamento de mesadas a deputados em troca de apoio ao governo, investigado pela CPMI. Se forem cassados ou renunciarem, os suplentes assumem, independente do tempo restante do mandato. Stephanes é o primeiro suplente da chapa pura lançada pelo PMDB em 2002. Borba foi o terceiro mais votado na chapa com 105.166 votos. Reinhold Stephanes foi o sétimo mais votado, com 78.429 votos. O PMDB classificou seis deputados federais.

No início do mandato, Stephanes teve a expectativa de voltar a ocupar uma cadeira na Câmara Federal a partir da composição da equipe do governador Roberto Requião. A possibilidade seria aberta com a convocação de um dos deputados federais eleitos para assumir uma secretaria de estado. Mas quem foi chamado para ser secretário foi Stephanes, que começou no governo como secretário de Administração.

Este ano, nova chance de Stephanes voltar à Câmara surgiu com a candidatura de Osmar Serraglio, o relator da CPMI dos Correios, a uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União. Mas Serraglio não foi bem sucedido.

Já Nelton Friedrich, hoje sem partido, transformou-se no herdeiro da vaga de Janene por meio de uma ampla coligação montada para as eleições ao governo, que juntou PDT-PTB-PTN-PPB-PRP-PTdoB.

Friedrich disse que a coligação foi feita à revelia da maioria do PDT e que, a estas alturas, não está pensando na possibilidade de retornar à Câmara Federal, onde exerceu mandato entre 86 e 90, pelo PMDB. Reelegeu-se em 90 pelo PSDB. Foi depois para o PDT e deixou o partido no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando, já ocupando uma diretoria de Itaipu, passou a ser pressionado pela direção nacional do PDT a deixar o cargo. Friedrich preferiu deixar o partido. Ele disse que não se filiou ao PT e que está em "recesso partidário".