O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), presidente do Parlamento do Mercosul, criticou ontem a possibilidade de o PMDB vir a ocupar simultaneamente as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

“Não é bom nem para a democracia brasileira, nem para o próprio Congresso Nacional, que uma mesma sigla esteja à frente das duas Casas pelos próximos dois anos”, disse o deputado petista pelo Paraná. “A instituição legislativa não pode adquirir o aspecto de uma agremiação partidária”, acrescentou.

O parlamentar sugeriu que as bancadas do PT na Câmara e no Senado façam uma reunião conjunta, com a presença da direção do partido, para debater o assunto. “O Partido dos Trabalhadores precisa definir um posição política clara sobre esse processo de sucessão”, disse.

Dr. Rosinha disse ser favorável ao acordo que prevê o revezamento na presidência da Câmara, mas defende que o princípio da alternância seja aplicado também no Senado.

Em outubro de 2007, o senador peemedebista Pedro Simon (PMDB-RS) criticou a possibilidade de o PT, após a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidir simultaneamente a Câmara e o Senado.

“Tenho o maior respeito pelo vice-presidente Tião Viana (PT-AC), mas não teria como ele ser presidente. Pois na Câmara, no Senado e na República teríamos o mesmo partido. Isso só aconteceu na época do regime militar”, declarou Simon, na ocasião.

“O PMDB está muito bem contemplado na gestão do governo, com seis ministros nomeados, e deveria adotar um gesto de reciprocidade na eleição para a presidência do Senado”, disse Rosinha