Alvo de investigação por suposto envolvimento com o esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) prestaram depoimento hoje na Corregedoria da Câmara, responsáveis pelos processos.

A situação mais “delicada” é a do deputado Leréia, que teve conversas com Wladimir Garcez, integrante do grupo de Cachoeira, interceptadas pela Policia Federal na Operação Monte Carlo. Nos diálogos, Leréia cobra um suposto depósito de R$ 100 mil de Garcez. Leréia foi o que mais tempo permaneceu dando explicações –cerca de 30 minutos.

Se a situação de Lereia é tida como “grave” por integrantes da Corregedoria ouvidos pela reportagem, a dos deputados Rubens Otoni e Sandes Júnior é considerada como “tranquila”.

Otoni aparece em um vídeo em que Cahoeira oferece R$ 100 mil ao parlamentar. A filmagem foi feita por Cachoeira em 2004 quando Otoni disputou a prefeitura do município goiano de Anápolis. Já Sandes Júnior é apenas citado na Operação Monte Carlo.

“Efetivamente contra o Sandes Júnior não tem materialidade. Relatos dos delegados na CPI são que não há indício de crime praticado pelo deputado”, disse o deputado Maurício Quintella (PR-AL), responsável pelo relatório de Sandes Júnior.

A previsão da Corregedoria é que até o próximo dia 18 seja concluído o relatório dos três deputados. Caso não sejam arquivadas, o resultado das investigações seguem para votação dos deputados que integram a Mesa Diretora da Casa e em seguida é distribuído no Conselho de Ética.