O diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Rogério Tizzot, informou que a concessionária Econorte foi autuada e multada em R$ 186 mil por não cumprir a portaria do Ministério dos Transportes que declarou nulo parte de um termo aditivo firmado em 2000. Conforme a portaria, a Econorte tem que transferir a praça de pedágio entre Cambará e Andirá, na BR-369, para seu local original, em Jacarezinho, além de suspender a cobrança do pedágio na concessão de 69,6 quilômetros na BR-153. A multa foi pela não-suspensão dessa cobrança. A mudança de local da praça de pedágio tem um prazo de dez dias para ser feita. Caso contrário, o DER pode aplicar nova multa.

“Estamos apenas cumprindo o que manda o Ministério dos Transportes, qualquer reclamação a concessionária deve se dirigir ao ministério”, afirmou.

Tizzot lembrou que as demais concessionárias do Anel de Integração estão recebendo as notificações com as planilhas elaboradas pelo DER. “Elas têm cinco dias para se manifestar. Como elas receberam em dias diferentes, esse prazo deve se expirar só na próxima semana”, relatou. Ele destacou que caso elas não implantem as tarifas das planilhas, que em alguns casos chegam a reduzir em até 62,3% o valor do pedágio, o DER deve instalar um procedimento administrativo para reestabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. “O contrato está muito favorável às concessionárias em prejuízo ao usuário”, afirmou.

Pedágio estatal

O governo do Estado está estudando a possibilidade de cobrar pedágio na PR-323, num trecho de 218 quilômetros entre Maringá e Franscisco Alves. Entretanto, Tizzot afirmou que a cobrança só vai vigorar após um amplo debate com os usuários. Segundo Tizzot, o governo do Estado quer mostrar à população que é possível fazer um pedágio que se sustente com preços justos. Independente da implantação da cobrança, R$ 3 milhões serão investidos até o final do ano para a recuperação da rodovia.

Tizzot disse que o novo pedágio ainda é só um estudo, que está sendo concluído pela Superintendência do DER em Maringá. Ele explicou que o dinheiro arrecadado com a tarifa seria utilizado para manutenção da rodovia. Seriam duas praças de pedágio: uma entre Maringá e Umuarama e outra entre Umuarama e Francisco Alves. “Um caminhão de sete eixos pagaria R$ 8,75 num trecho de 160 quilômetros entre Maringá e Umuarama. Hoje, no trecho entre Maringá e Ubiratã da PR-317, também de 160 quilômetros, que é administrado pela Viapar, o mesmo caminhão paga R$ 57,40”, comparou.

O diretor do DER informou que uma grande reforma no trecho entre Maringá e Paiçandu está programada.