Depois de um dia de muitas costuras, conversas e inúmeras idas do ministro da Defesa, Jacques Wagner, ao Palácio do Planalto, pelo menos dois comandantes das Forças Armadas tiveram seus nomes acertados, mas com mudanças de cenários. Na Marinha, o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, atual diretor da Escola Superior de Guerra (ESG), deverá ser o novo comandante da Força. As apostas até então eram de que deveria ser mantida a tradição da escolha do mais antigo, almirante Wilson Barbosa Guerra. A favor de Leal Ferreira, pesou a indicação do ex-ministro Celso Amorim, pelas proximidade que os dois passaram a ter após o embaixador despachar na ESG, quando estava no Rio de Janeiro.

No Exército, o nome que teria sido fechado foi o do atual Comandante de Operações Terrestres (Coter), o general Eduardo Villas Bôas.

Na Aeronáutica, há uma indefinição na escolha por conta das duas vagas que surgirão no Superior Tribunal Militar (STM). Está sendo estudada como poderia ser feito o desenho de antecipação destas indicações para que o terceiro na lista, Hélio Paes de Barros, Comandante Geral de Apoio, que fica no Rio de Janeiro, pudesse assumir o comando da Aeronáutica. Antes dele, na lista de antiguidade, estão o brigadeiro Nivaldo Rossato, chefe do Estado Maior da Aeronáutica, e o tenente-brigadeiro do ar Joseli Camelo, que está na Presidência há 12 anos, responsável pelos voos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante os seus oito anos de governo e, agora, há quatro anos com Dilma. Esta sua distância da Força acabou por atrapalhar sua indicação para o comando da Aeronáutica.

No fim de semana, o ministro Jaques Wagner, se encontrou com os candidatos aos comandos, encerrando a rodada de conversas na segunda-feira, 5. Na terça à noite, com a chegada de Dilma, mais conversas de Wagner e a presidente. Hoje, os comandantes atuais, general Enzo Peri, almirante Moura Neto e brigadeiro Juniti Saito, se despediram de Dilma.

Ainda nesta quarta-feira, 7, a presidente Dilma deve ser apresentada pessoalmente aos candidatos para tentar fechar a indicação. Jaques Wagner foi aconselhado a conversar com a presidente e não adiar o anúncio dos nomes para evitar maiores especulações nas Forças.