A presidente Dilma Rousseff, em entrevista para rádios gaúchas, reservou nesta sexta-feira um momento para falar da saudade de Porto Alegre, segundo ela especialmente pelo clima, que apesar de frio, não é tão seco quanto Brasília. Ela também citou que sente falta da liberdade que tinha para se deslocar pela cidade sem ter de seguir o rigor do protocolo da segurança presidencial. “Eu não sou mais uma pessoa normal”, brincou, ao se referir ao fato de que não pode mais ir a uma livraria ou ao cinema.

Mas isso não a impede de assistir a filmes. Segundo a presidente, ela se utiliza dos sistemas de distribuição online, como Netflix e Apple TV. Com relação à leitura, diz que lê “vários livros ao mesmo tempo”, mas que no momento está relendo “As origens do totalitarismo”, de Hannah Arendt. “Você vai ficando velho, quer reler”, disse.

Dilma se mostrou bastante à vontade ante os repórteres gaúchos, seu reduto político, e mostrou uma descontração que não é natural em seus discursos. Também mostrou uma face mais humana. “Eu sinto muito a falta de Porto Alegre. Depois do Gabriel (neto), sinto falta da Paula (filha)”, disse a presidente.