O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse hoje que a presidente Dilma Rousseff vai escolher os “melhores nomes” para compor a Comissão da Verdade, instituída hoje, por meio de sanção presidencial. “(A comissão) não poderá ter pessoas que não garantam a imparcialidade da execução dos trabalhos. A partir desses parâmetros se formará uma comissão. Será uma comissão plural, de pessoas com amplo respeito social, que capacitem essa comissão a chegar a resultados muito importantes e no esclarecimento de fatos”, afirmou Cardozo. “A escolha é estritamente pessoal da presidente da República, a partir dos critérios legais, (Dilma) vai escolher os melhores nomes.”, acrescentou.

A Comissão da Verdade pretende “examinar e esclarecer” as “graves” violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. A lei prevê que o colegiado será composto “de forma pluralista” por sete membros indicados pela presidente Dilma Rousseff.

Para o assessor especial do Ministério da Defesa José Genoino, “colocar ex-preso político (na comissão) não dá certo”, porque o colegiado tem que ser neutro, com pessoas de Estado. Do contrário poderá se repetir o mesmo que ocorreu no passado, quando um militar falava de um lado e um ex-preso político de outro . Na opinião de Genoino, a comissão terá um trabalho “intelectual e braçal” para apurar as violações aos direitos humanos. (Colaborou Lisandra Paraguassu)