O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou nesta quinta-feira, 24, que a presidente Dilma Rousseff acertou ao adiar o anúncio da reforma ministerial. Diante do impasse com o espaço do PMDB da Câmara, fundamental para evitar crescer uma eventual discussão sobre o impeachment da petista na Casa, a presidente preferiu adiar de hoje para a próxima terça-feira, 29, após chegar de uma viagem oficial a Nova York, as mudanças que serão feitas no primeiro escalão.

“Você faz uma reforma administrativa que gera uma reforma ministerial, mas – e acho que ela fez a coisa certa – não tem que precipitar as coisas”, disse. “Às vezes, no afã de fazer uma reforma ministerial, coisas que estão andando, desandam e mesmo coisas que não caminhavam bem você acerta e pode ter desdobramentos”, completou.

O PMDB da Câmara exige dois ministérios. A bancada vai levar a Saúde e quer um segundo posto de peso, de preferência o da Infraestrutura. Os deputados não aceitam abrigar na sua cota ministros do partido como Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Henrique Eduardo Alves (Turismo).

Para Delcídio, o fundamental é “coesionar” a base aliada tanto na Câmara quanto no Senado. “Todo cuidado é pouco para, em função de uma reforma ministerial, a gente não criar outros problemas eventualmente fazendo justiça com quem acompanhou o governo até hoje”, destacou.