O proprietário de uma empresa de limusines em San Francisco (EUA) disse que entrará na Justiça americana contra o governo brasileiro se não receber o pagamento de US$ 100 mil pelos serviços de transporte prestados durante a viagem oficial da presidente Dilma Rousseff à Califórnia, em julho.

O cônsul-geral de San Francisco confirmou que o montante não foi quitado, mas considerou normal o atraso. Segundo o brasileiro Eduardo Marciano, dono da NS Highfly Limousine, a comitiva contratou 25 motoristas, dois ônibus, um caminhão, três vans e 19 limusines. Marciano disse que usou US$ 40 mil de recursos próprios para custear parte das diárias dos 25 motoristas mobilizados e das vans, que ele sublocou. A história veio à tona após um texto ser publicado domingo, na CNN iReport, um site da emissora americana que publica blogueiros diversos não afiliados à CNN.

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O Ministério das Relações Exteriores enfrenta crise motivada pelo corte de R$ 40,7 milhões no orçamento em 2015 imposto pelo governo federal. Diversos serviços da pasta têm sido afetados. Na semana passada, os cerca de 10 postos brasileiros nos Estados Unidos receberam comunicado, informando o cancelamento das apólices de seguro de veículos oficiais, segundo um funcionário que não quis ser identificado. Uma autoridade teria recomendado a não utilização dos carros.