O presidente estadual do PT, Ênio Verri, disse ontem que a pré-candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, poderá ter três palanques no Paraná, se fracassarem as negociações para juntar os partidos da base do presidente Lula em uma candidatura única ao governo do Estado.

Verri acredita que além do apoio de um possível candidato próprio do PT, Dilma poderá contar ainda com o senador Osmar Dias, pré-candidato do PDT ao governo, e com o governador Orlando Pessuti, pré-candidato do PMDB.

A indefinição das candidaturas ainda não está prejudicando Dilma, afirmou Verri. “A indefinição gera desgaste interno. Mas não tem ninguém parado no PT. Deputados estaduais e federais estão chamando para a candidata a presidente e ao Senado. Se há desgaste é mais para o possível candidato a governador do partido do que para os demais”, comentou Verri.

O presidente do PT acha que, independente de acordo local, tanto o PDT como o PMDB estão fechados com Dilma no Paraná. “O Pessuti já declarou apoio a ela”, afirmou.

Quanto a Osmar, Verri disse que o PDT nacional tem o compromisso de apoio. “O PDT nacional tem um acordo nacional e esse apoio é distribuído para todo o país”, afirmou.

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Verri espera Lula decidir.

A conversa está sendo mantida entre os presidentes nacionais do PT, José Eduardo Dutra, e do PDT, Carlos Lupi. “Eles estão vendo se é possível reconstruir o acordo, naquelas bases já firmadas com o presidente Lula”, disse Verri, acrescentando que uma das condições é a manutenção da pré-candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado.

O presidente estadual do PT disse que a decisão sobre o quadro estadual virá de Brasília. “Estamos aguardando uma posição da direção nacional. Está havendo uma conversa para ver se é possível reconstruir o diálogo com o PDT. Nós vamos esperar”, disse.

Ajustes

As alianças proporcionais já estão sendo discutidas com os partidos que já têm um pré-acordo com o PT, disse Verri. O PSC vai lançar chapa própria de candidatos a deputado estadual e federal, enquanto o PTB deve compor chapa com outros dois partidos.

O PR, PRB e o PC do B são as siglas que demonstram mais disposição para fazer a coligação proporcional com o PT, citou. Com o PP haverá dificuldades para um acordo na disputa proporcional, afirmou Verri.

“O PP nunca esteve conosco na proporcional. O candidato a deputado menos votado do PP faz mais votos que o mais votado do PT. Nós estamos discutindo uma proposta que atenda aos interesses também do PT. Nesse sentido, é extremamente difícil acontecer com o PP”, comentou.