A ex-ministra da Casa Civil do governo Lula, Dilma Rousseff (PT) foi eleita, na noite de ontem, presidenta do Brasil. Com 56% dos votos válidos, derrotou, no segundo turno da eleição, o candidato do PSDB, ex-governador de São Paulo José Serra.

Sem nunca ter exercido mandato eletivo, Dilma defendeu na eleição a continuidade do governo do PT e a popularidade recorde do presidente Lula. Dilma, que ganhou destaque na equipe de Lula após comandar o Ministério das Minas e Energia e chegar à Casa Civil com o afastamento de José Dirceu por causa do escândalo do mensalão. Na Casa Civil, coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, ganhando a condição de sucessora natural de Lula.

No seu primeiro pronunciamento como presidenta eleita disse que o compromisso número um de seu governo será a erradicação da miséria. A petista, que também prometeu honrar a mulher brasileira “para que o fato inédito (primeira mulher eleita presidente) se torne natural”, disse que as realizações do governo Lula mostram que o Brasil está no caminho de acabar com a pobreza extrema. “Não podemos descansar enquanto houver um brasileiro com fome, uma família morando na rua, uma criança abandonada, enquanto o crack reinar”, declarou.

Polêmicas

Dilma também falou de assuntos polêmicos que pautaram a disputa eleitoral, como os valores religiosos, os direitos humanos e a liberdade de imprensa. “Assumo o compromisso de valorizar a democracia, o direito à opinião e expressão. Vou zelar pela ampla e irrestrita liberdade de imprensa, pela liberdade religiosa e de culto”, afirmou. “Prefiro o barulho de uma imprensa livre do que o silêncio de uma ditadura”, acrescentou.