O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), voltou a tecer duras críticas à condução da política econômica pelo governo da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT neste pleito. Em sabatina promovida na capital paulista, ele disse que Dilma estabeleceu uma receita econômica equivocada.

“O Brasil tem o maior juro do mundo e a inflação maior que a média histórica dos últimos doze anos. Temos que enfrentar a situação com transparência, com uma narrativa de longo prazo e estratégica”, frisou, alfinetando sua adversária: “Precisamos tirar o Brasil desse atoleiro, pois com Dilma temos o menor crescimento econômico desde Deodoro da Fonseca.”

Na sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT e Jovem Pan, o presidenciável do PSB disse que é preciso estabelecer uma governança responsável, cumprindo a meta de inflação, estabelecida em 4,5%. “Precisamos de governança macroeconômica, não costumo vender ilusões, sou objetivo”, disse, indagado se conseguirá executar as metas estabelecidas, caso seja eleito nessas eleições. E repetiu: “Temos de ter o compromisso com o centro da meta da inflação e não comprometer emprego e renda.”

E disse que se for eleito, tem a certeza de que o País chegará ao final de 2015 (primeiro ano de mandato) com uma situação muito melhor do que a presidente Dilma irá entregar. E ironizou que a presidente que se dizia desenvolvimentista vai deixar um legado de juros mais altos. “Ela que comandou a Petrobras no governo Lula nos entrega a Petrobras vulnerável. Ou seja, ela ficará reconhecida como a primeira a entregar o País pior do que o antecessor.”