Foto: Arquivo/O Estado

 Requião e Lula: plano B para o governo.

O ex-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, jornalista Ricardo Kotscho, informou em sua coluna do site No Mínimo que o deputado federal e ex-ministro José Dirceu considera o governador Roberto Requião uma das alternativas para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente no caso de Lula não se dispor a disputar a reeleição.

José Dirceu é um dos principais defensores da candidatura de Lula a um segundo mandato, principalmente porque, segundo ele, trata-se de uma chance única de o presidente defender a sua biografia, o governo e o PT, após o bombardeio a que ficou submetido a administração federal este ano com denúncias de corrupção, que provocaram a queda de vários ministros, incluindo Dirceu. "Mas, caso ele não se recandidate, quais são os outros nomes mais prováveis no campo do PT e da base aliada?", indagou Kotscho, ao ex-ministro no último fim de semana.

O deputado federal respondeu incluindo os nomes fortes do partido de Lula, o PT, e nomes da base aliada, ligados a outros partidos. "No PT, o ministro Palocci, a (ex-prefeita de São Paulo) Marta Suplicy e o (senador) Aloísio Mercadante, que são nomes nacionais. Na base aliada, o vice José Alencar, o ministro Ciro Gomes e o governador Roberto Requião", disse José Dirceu.

O governador Roberto Requião, que no início do ano chegou a admitir colocar seu nome no processo de prévia eleitoral para a escolha de um candidato do PMDB à presidência da República, desta vez não quis comentar o assunto. Segundo sua assessoria, o governador prefere não manifestar sua opinião sobre qualquer tema a respeito da sucessão presidencial. No começo do mês, Requião chegou a informar que sua prioridade agora é a reeleição para o Palácio Iguaçu, projeto no qual está envolvido todo o seu grupo político.

José Dirceu pode ter citado o nome de Requião porque se trata de uma liderança nacional que tradicionalmente se alinhou com o presidente Lula. Na realidade, Dirceu acredita e torce para um êxito eleitoral de seu partido. "Tenho certeza de que o País estará melhor no ano que vem porque o PT e o governo estão tirando uma grande lição desta crise. Há uma segurança hoje no crescimento econômico e a população terá a oportunidade de julgar não só o governo, mas também o comportamento da oposição. O PT renovado ainda será o principal ator da eleição de 2006. Cassado ou não, estarei, como cidadão, fazendo o que sempre fiz: política", diz Dirceu, cujo processo de cassação encontra-se em reta final na Câmara dos Deputados.