O PSDB define neste domingo, 31, o novo presidente do seu diretório municipal em São Paulo. A nova direção terá papel fundamental em uma das eleições mais aguardadas pela sigla em São Paulo, a disputa pela Prefeitura da capital, no ano que vem. Com o desgaste de seu maior rival, o PT, a ideia é tentar levar a legenda mais perto de suas bases, com o objetivo de tirar a pecha de que o PSDB é um partido mais voltado para as elites. Nesta linha, começou a ganhar força nos últimos dias a candidatura do deputado estadual Ramalho da Construção.

Conhecido por sua militância no meio sindical, Ramalho é presidente do núcleo sindical do PSDB nacional, e foi um dos responsáveis pela mobilização do setor, na campanha presidencial de Aécio Neves. Além de Ramalho, disputam a presidência da legenda na Capital o vereador Mario Covas Neto, o Zuzinha, filho do falecido governador Mário Covas, o deputado federal Ricardo Trípoli e Fábio Lepique, ex-assessor do governador Geraldo Alckmin.

Fontes ligadas ao partido disseram que a candidatura de Ramalho é bem competitiva e que ele tem chances de vencer a disputa na convenção deste Domingo. Se isso se concretizar, curiosamente esta será a primeira vez que o partido terá um sindicalista na direção de um diretório. Algo comumente visto no partido adversário, o PT, que teve vários sindicalistas na base de sua formação, capitaneados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,.

Prefeitura

A ideia de oxigenar o partido com vistas às eleições municipais do ano que vem é um debate que vem tomando conta do PSDB paulistano há algum tempo. Nas últimas eleições, por exemplo, a cabeça de chapa da legenda foi disputada apenas por dois nomes: o atual governador Geraldo Alckmin e o senador eleito por São Paulo José Serra. Na avaliação dos correligionários, como a disputa do ano que vem será uma das mais acirradas da história, é preciso oferecer uma nova opção ao eleitorado.

Um dos postulantes à cabeça de chapa do PSDB na sucessão municipal do ano que vem é o vereador tucano Andrea Matarazzo, que já vem trabalhando com as bases do partido neste sentido. Outros nomes cotados são o do senador Aloysio Nunes Ferreira, de José Aníbal, primeiro suplente do senador José Serra e do deputado federal Bruno Covas. Até mesmo o nome do senador Serra aparece como um dos cotados, apesar dele declarar que não quer nem ouvir falar em disputar a prefeitura da Capital em 2016.