Daniel Derevecki
Mastriner: custos.

Na continuidade da sessão, no período da tarde, Clair da Flora Martins e Valter Fanini tiveram que se retirar por motivos particulares, mas se comprometeram a responder as perguntas por escrito. Os questionamentos continuaram com Valdir Mastriner e Lafaiete Neves.

Um dos assuntos abordados foi a diferença entre tarifa técnica e do usuário. “A técnica é a calculada sobre parâmetros da licitação. A tarifa do usuário é aquela que o poder público arbitra para o pagamento de quem usa o sistema, com subsídio. A técnica não cai, porque o contrato não deixa”, explicou Neves. Hoje a tarifa técnica é de R$ 2,99 e o valor pelos usuários fica em R$ 2,70.

Documentos

Mastriner criticou a forma como a tarifa é explicada. “Em todas as discussões sobre a tarifa, a Urbs não conseguiu dar respostas claras de onde tirou os coeficientes dos índices de consumo do transporte coletivo. Mistura-se custo de vigilante de terminal de ônibus com o dos uniformes de motorista e cobradores. O que esses dois itens têm a ver?”

Hoje os membros da CPI visitarão a Secretaria Municipal de Finanças, para acessar documentos e dados sobre o recolhimento de ISS decorrente do transporte público. Dois técnicos da pasta serão convidados a participar das próximas reuniões da comissão. Ao final do encontro, o presidente da CPI, vereador Jorge Bernardi (PDT), anunciou que já tem dados suficientes para solicitar auditoria independente.