A executiva estadual do PMDB faz, amanhã, sua primeira reunião de 2009, mas com a cabeça já em 2010. Na pauta, além do calendário de discussões políticas para este ano, está a oficialização da indicação do vice-governador Orlando Pessuti como pré-candidato à sucessão do governador Roberto Requião (PMDB) nas eleições do ano que vem. O aval do próprio governador deverá ser o grande impulso para a candidatura de Pessuti, mas, mesmo assim, o partido seguirá aberto para conversas com outras legendas.

“Não vamos sair da reunião dizendo que o PMDB terá candidato próprio, mas sim que nosso candidato é o Pessuti. O que o partido precisa, agora, é uma sinalização clara de em que direção vamos trabalhar, pois todas as outras candidaturas já estão lançadas”, disse o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, explicando que até o ano que vem, o partido trabalhará para a viabilização da candidatura do vice-governador para, no período das convenções decidir pelo melhor cenário.

“Estamos abertos a discussão ampla com todos os partidos. Primeiro temos que conversar com o PV e o PCdoB, que já estão conosco no governo. O PT também está, mas não sou ingênuo de acreditar que estaremos juntos em 2010, pois o presidente Lula já sinalizou apoio ao Osmar Dias (PDT)”. Romanelli admitiu, até, conversar com o PSDB. “Temos uma boa relação no parlamento, com discussões muito produtivas. Mas eles já têm dois pré-candidatos, não sei como poderíamos compor”, disse.

Uma aliança com o PSDB é justamente o que propõe um grupo de parlamentares peemedebistas, encabeçado por Mauro Moraes e Reinhold Stephanes Junior. Para eles, indicar o candidato a vice-governador, do prefeito de Curitiba, Beto Richa, ou do senador Alvaro Dias, seria uma saída honrosa para o partido no quadro que se apresenta. Nem uma possível aliança com Osmar Dias, adversário de Requião em 2006, é descartada.

“Em que pese sermos o maior partido do Estado, tendo o governador e a maior bancada de deputados, ninguém em nosso quadro tem condições de enfrentar nomes como o de Osmar Dias (PDT), Beto Richa (PSDB) ou Alvaro Dias (PSDB). Temos que usar a cabeça para não repetirmos o fiasco que foi a eleição do ano passado em Curitiba”, disse Mauro Moraes, a O Estado, no final de janeiro. “Na primeira reunião do partido, levarei essa sugestão”, prometeu.

Apontado como o nome ideal para a candidatura a vice-governador numa chapa com o PSDB, o deputado peemedebista Alexandre Curi, evitou polêmica e manteve o discurso do partido. “A bancada está fechada com o Pessuti. O trabalho é fortalecer sua candidatura. Claro que não vamos nos fechar para ninguém, mesmo porque, certamente, será uma eleição em dois turnos e, até o momento das convenções, muita coisa pode acontecer”, disse.

Na reunião de amanhã, o PMDB manifestará uma posição oficial de apoio à candidatura de Pessuti, mas muito longe de ser definitiva.