O economista Geraldo Biasoto Junior fez nesta terça-feira uma exposição para a bancada do PSDB dando argumento aos deputados para defender o salário mínimo de R$ 600,00.

Ele foi escalado pelo partido para defender a proposta no plenário da Câmara na Comissão Geral hoje na tarde desta terça-feira, com a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Biasoto foi um dos consultores do candidato derrotado José Serra na campanha presidencial do ano passado.

O economista acredita em uma arrecadação, em 2011, acima da prevista pelo governo e propõe ainda cortes em gastos de custeio, como locação de mão de obra, diárias e contratação de consultorias. Com isso, na visão dele, haveria dinheiro de sobra para se conceder um aumento maior ao mínimo.

Em relação à receita, o economista afirma que com a manutenção dos números do próprio governo já seria possível estimar uma arrecadação cerca de R$ 18 bilhões maior neste ano. Ele afirma ainda que Previdência Social deve ter uma arrecadação R$ 8 bilhões acima do previsto.

Estas perspectivas, ressalta Biasoto, têm como base as previsões de crescimento econômico do próprio governo.

Na parte da despesa, o economista acredita na possibilidade de cortes de R$ 11 bilhões em despesas de custeio que não seriam de “extrema necessidade”.

“O governo está tentando cristalizar um conjunto de gastos, por isso não se propõe a fazer um corte pesado nestas despesas, na verdade, o governo está acomodado”.

Para Biasoto, a elevação do mínimo a R$ 600,00 ajudaria a compensar perdas que os trabalhadores com rendimento menor vem tendo com a inflação. Ele destaca que como o componente alimentos tem sido o principal fator da inflação é esta população que está sendo mais comprometida.

O economista, porém, vê problemas na economia brasileira na área de câmbio e juros. Para ele, isso pode atrapalhar o crescimento. Biasoto argumenta que não se pode querer que o trabalhador de baixa renda pague esta conta com um reajuste menor em seu salário.