Edital que estipulou as características do sistema de segurança do Palácio do Planalto contradiz a versão oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Segundo o edital, revelado pelo site Contas Abertas, os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período “mínimo de seis meses”.

A partir de então, os dados deveriam ser “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”. Segundo o edital, o banco de dados faz parte do Centro de Supervisão, que concentra “todos os servidores, matrizes de gravação, estações de operação e monitoramento, gravadores digitais, controles e equipamentos de recepção”.

O edital informa, porém, que as gravações das câmeras deveriam ser armazenadas “por um período não inferior a 30 dias, devendo ainda os mesmos (gravadores digitais) ser apoiados por um sistema de backup”. O GSI divulgou nota na semana passada informando que não tinha como fornecer imagens do circuito interno de vídeo da Casa Civil que poderiam comprovar o encontro da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff.