Foto: Ciciro Back/O Estado

Eduardo Requião: as críticas foram ?ferrenhas e infundadas?.

O superintendente do Porto de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, respondeu ontem às declarações do ministro do Planejamento Paulo Bernardo sobre a gestão do terminal. Eduardo divulgou nota acusando o ministro de desconhecer a realidade econômica do Paraná ao afirmar que o governo estadual se equivocou na política adotada em relação aos produtos geneticamente modificados.

?Como uma pessoa que está na posição de destaque no cenário nacional pode demonstrar tanto desconhecimento da economia de seu próprio estado? E ainda utilizar de ironia para substituir a falta de conhecimento que caberia a um ministro?, declarou na nota o superintendente do Porto. Ele disse ainda que o governo estadual não pode receber passivamente críticas ?ferrenhas e infundadas? feitas pelo governo Federal.

Ele defendeu a posição do governo do Estado sobre os produtos transgênicos, afirmando que as restrições à produção e comercialização, que Bernardo considerou equivocadas, ?têm respaldo internacional por atender mercados reconhecidamente exigentes, como o europeu, que corresponde a 40% das exportações de grãos do porto de Paranaguá?.

O superintendente do Porto declarou ainda que, no Rio Grande do Sul, onde predomina a cultura de soja transgênica, os produtores do grão convencional estão recebendo propostas mais vantajosas de contratos de venda. ?Estamos assistindo ao fracasso de um produto de qualidade ainda em estudo. Vale lembrar que após decisão judicial, dois berços do cais comercial do Porto de Paranaguá foram destinados para embarcar o produto transgênico, conforme estabelece a Lei de Biossegurança?, destacou a nota, assinada pelo superintendente do porto.

Na passagem por Curitiba, Bernardo afirmou que a questão do Porto de Paranaguá merecia um grande debate para encontrar uma solução. ?Porque não é possível, já teve dinheiro para a ampliação do cais e não foi feita por desavença que eu acredito ser muito mais política que administrativa. Temos também a questão da dragagem que está empacada e precisa ser resolvida?, disse o ministro.