Desde o dia 6 de julho, data de início da campanha de rua, os principais candidatos ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), adotaram como estratégia “lançar” promessas casadas com as regiões que visitavam, em vez de apresentar um programa de governo consolidado. Mercadante seguiu a orientação do seu mentor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e divulgou seu programa de governo em doses homeopáticas, criando um “fato” a cada lançamento. Organizado em treze eixos principais, a proposta, publicada na última sexta-feira, dita em linhas gerais o que pode ser um eventual governo do petista em São Paulo.

Sob a mesma estratégia, mas do lado tucano, Alckmin preteriu o lançamento de seu programa de governo e apostou em assumir, de cidade em cidade, compromissos com o eleitorado local. Seu único documento oficial é o que foi protocolado na Justiça Eleitoral ainda no início da campanha, com “diretrizes”. Ontem, o tucano prometeu publicar um programa de governo completo na internet em um prazo de “24 a 48 horas”. “Está praticamente pronto. Estou procurando revisar item por item”, avisou Alckmin. “Procuro fazer as coisas de maneira muito factível, que dê para cumprir, para chegar lá.”

O presidente do Instituto Ethos e fundador do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, prepara um mecanismo legal para que se faça na Justiça a cobrança das promessas dos candidatos. “Faz parte da cultura política brasileira e de uma estratégia eleitoral de tentar captar os votos e geralmente o que acontece é que depois das eleições tudo se apaga.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.