O deputado Élio Rusch (DEM), líder da oposição na Assembleia, apontou, ontem, contradições por parte da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) no processo de venda da participação da Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil nos Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF).

A Previ tem participação de 42% no consórcio que detém as ações do TPPF. Participam também as fundações Copel e Sanepar de Previdência e Funbep-Itaú. Rusch revelou que correspondências entre as partes interessadas e respostas a requerimentos da oposição demonstram interesse da Appa em manipular a condução do negócio.

Segundo ele, em maio de 2009, ao responder um ofício da bancada da oposição, o superintendente da Appa, Daniel Lúcio de Oliveira, afirma que “não cabe à Appa entrar no mérito negocial”.

Para Rusch, “quando a Appa diz que não cabe a ela entrar no mérito diz que não sabia da negociação, embora as negociações existissem há dois anos”, afirmou o deputado.

Rusch lembrou que a única empresa interessada em adquirir o terminal foi descartada das negociações. A Fibra havia ofertado R$ 88 milhões e mais R$ 115 milhões para  investimentos em infraestrutura.