Para manter-se na presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) tem feito todo tipo de esforço. Ontem, presidiu uma sessão religiosa na Casa em homenagem à festa de Círio de Nazaré maior celebração religiosa do Pará. Chegou até mesmo a posar ao lado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

Em troca, o presidente do Senado espera contar com os votos dos senadores paraenses Flexa Ribeiro (PSDB) e Papaléo Paes (PSDB) – que, apesar de ser eleito pelo Amapá, também é do Pará. Além disso, Renan abriu um dos salões do Congresso para os quitutes da culinária paraense e doou, por instantes, a cadeira de presidente para que Flexa Ribeiro comandasse os trabalhos.

Por fim, para tentar assegurar o voto favorável do parlamentar tucano, chamou-o pelo menos cinco vezes de ?meu querido?. Como lhe cabia na ocasião, o arcebispo de Belém, d. Orani Tempesta, louvou Nossa Senhora de Nazaré – a santa da Justiça -, um dia antes da votação no plenário que definirá se Renan continua ou não com o mandato.

O parlamentar tucano não revelou seu voto, mas na ?sacristia? do PSDB foi advertido de que seria um grave pecado político absolver Renan no julgamento de hoje. A Executiva Nacional tucana tratou também de chamar Papaléo e avisar que o partido não vai aceitar traições na votação de hoje. No entanto, a sessão secreta, com voto secreto, pode ser um convite à infidelidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.