O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), aliado da presidente Dilma Rousseff, evitou comentar a onda de protestos contra o governo neste domingo, 16. Ele passou o fim de semana em sua cidade natal, Piraí, no interior do Estado, onde foi prefeito duas vezes. “‘Achei normal, bem pacífico, pela informação que tive da Polícia Militar”, afirmou o governador sobre o protesto na praia de Copacabana.

Pezão disse não ter falado com a presidente neste domingo. O governador reúne a bancada de deputados e senadores do Rio, nesta segunda-feira, 17, às 10 horas, no Palácio Guanabara, quando pretende discutir emendas parlamentares, mudanças em leis de segurança pública e fazer um alerta para o risco da chamada pauta-bomba, que dá prioridade a propostas que implicam em mais gastos para União, Estados e municípios.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que não poderá participar da reunião desta segunda, reuniu-se com Pezão na sexta-feira, 14. Antes da reunião com a bancada federal do Rio, o governador deverá ter um encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que rompeu com a presidente Dilma no dia 17 de julho e passou a defender que o partido deixe o governo o mais cedo possível.

Pezão não concorda com o movimento de Cunha, diz que o PMDB tem obrigação de garantir a governabilidade e defende que o partido deixe o governo no fim de 2017, para lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2018.