Um grupo de entidades patronais está fechando os últimos detalhes de uma carta em apoio ao governo. Segundo uma fonte que participa da elaboração do documento, a carta não deve dizer claramente que é contra o impeachment, mas pedirá que se cumpra a Constituição.

“Partindo-se do pressuposto de que nenhum crime ocorreu, será pedido que se cumpra a Constituição, ou seja, não cabe impeachment”, disse um dos coordenadores do movimento.

O apoio, contudo, não é incondicional. O documento não será omisso aos problemas e ao cenário político e econômico. “A ideia é morder e assoprar”, ponderou essa fonte.

O empresariado e as entidades resistem a uma declaração que se coloque tão explicitamente favorável ao governo porque havia se instaurado um clima de que todos eram obrigados a aderir ao movimento de apoio. “Ninguém queria ser obrigado a nada”, observou.

O documento deve ser divulgado por volta das 11h de amanhã (19/08) e envolverá entidades como OAB, que na última sexta-feira divulgou nota na qual afirma que a presidente Dilma Rousseff “precisa pedir desculpar ao Brasil” por ter apresentado uma realidade econômica “inexistente” no período de campanha eleitoral.

Também participarão do manifesto a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e Confederação Nacional de Transportes (CNT).