O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou nesta terça, 18, ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, que não vai propor nenhuma alteração ao projeto de lei que trata da política de desonerações oriundo da Câmara. Na saída da reunião de líderes, ele disse que não apresentará qualquer mudança ao texto. “Sem mudanças”, disse ele, acenando com a mão ao ser perguntado sobre eventuais alterações.

Na prática, a iniciativa de Eunício dificulta um eventual veto “direcionado” da presidente Dilma Rousseff, caso o texto venha a ser aprovado pelos senadores. A proposta é o primeiro item do plenário de hoje. O tema está trancando a pauta desde a terça-feira passada, dia 11.

Na semana passada, conforme antecipou o Broadcast, o governo tentou costurar um acordo pelo qual fosse apresentado uma emenda de redação ao projeto. Isso permitira que o texto aprovado pela Câmara fosse reescrito a fim de isolar as alterações propostas pelos deputados.

Essa saída foi apresentada pelo líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), em reunião de líderes na ocasião, a pedido da equipe econômica. Isso facilitaria a presidente Dilma Rousseff vetar as exceções instituídas pela Câmara, preservando a essência do texto.

Eunício, contudo, vinha resistindo a adotar essa solução. Também não foi aceita a solução proposta pela Fiesp e pelo próprio PMDB do Senado de se conceder uma reoneração linear a todos os setores, em parâmetros superiores ao anterior da política de desonerações.