O ex-gerente geral da agência do Banco do Brasil, José Aparecido Augusto Eiras, revelou à CPI da Petrobras que o doleiro Raul Srour, um dos investigados na Operação Lava Jato, chegou a movimentar R$ 800 mil por dia.

Eiras explicou que o Banco do Brasil tinha contrato com a corretora Distri-cash, de Srour, porque se tratava de uma empresa sólida, com várias lojas de compra e venda de papel moeda. “Na época, ele não era tão enrolado e empresa era dentro das condições normais”, justificou.

O ex-gerente classificou como “burrice” o fato de ter envolvido a mulher e a cunhada nos negócios do doleiro. Ele admitiu à CPI que a empresa que foi de sua esposa foi utilizada pelo doleiro Raul Srour e que sua cunhada entrou como sócia na empresa. “Foi assim uma burrice mesmo, não deveria ter feito isso”, declarou.

Ao final do depoimento, Eiras disse que falta muito para melhorar o sistema financeiro do País e aprimorar o combate aos crimes de lavagem de dinheiro. “Hoje o setor bancário brasileiro é um dos mais modernos, mas ainda tem que se aperfeiçoar porque a cada dia começa a aparecer formas de se burlar. Mas essas pessoas acabam caindo”, afirmou.