A Prefeitura de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, protocolou nesta semana uma notícia-crime no Ministério Público do Paraná contra o antigo prefeito da cidade, Antonio Wandscheer (PMDB).

A atual gestão alega que na administração anterior houve crimes de peculato, formação de quadrilha e fraudes em quatro licitações, referentes a aquisição de saibro, transporte, patrolamento e compactação, serviços que seriam feitos em ruas do município. Outras quatro pessoas estariam envolvidas no “esquema”. O prejuízo, segundo a atual administração, seria de R$ 500 mil.

De acordo com o secretário municipal de Obras, João Munaro, no início deste ano, com o começo das atividades da nova gestão, constatou-se que houve uma entrega enorme de saibro para a cidade entre agosto e dezembro do ano passado.

A quantidade seria superior a 10 mil metros cúbicos de material. “Encaminhei a situação ao gabinete e também fizemos um levantamento sobre as ruas que teriam sido contempladas com o saibro”, afirma.

Das 29 ruas que teriam recebido o saibro, conforme os contratos, cinco já estavam asfaltadas. O restante, segundo relatos da população encaminhados à prefeitura, há muito tempo não são cobertas com o material.

“Foi aí que surgiu a suspeita. O saibro não foi entregue”, explica Munaro. Um laudo técnico, assinado pela engenheira civil Claudete Klas Rebonato e apresentado pela prefeitura, garante que as ruas “não receberam camadas de agregado ou outro material em período recente”.

O promotor Paulo Conforto, que atua em Fazenda Rio Grande, recebeu o documento da prefeitura municipal no último dia 12. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, deve ser aberto um procedimento investigatório para apurar a situação. Procurado para comentar o assunto, o ex-prefeito Antonio Wandscheer não atendeu as ligações e não retornou aos recados deixados pela reportagem.