Foto: Átila Alberti/O Estado

Protesto reuniu manifestantes com bandeiras na Rua XV.

A Frente Ampla pelos Avanços Sociais, movimento que reúne entidades sindicais e empresariais que apóiam a candidatura de reeleição de Roberto Requião (PMDB), realizou ontem um ato de desagravo ao governador na Boca Maldita e apresentou críticas às forças políticas que estão agrupadas em torno do candidato Osmar Dias (PDT). Integrantes do movimento montaram um pequeno palco no calçadão da Rua XV de Novembro e fizeram a distribuição de um ?manifesto? na Boca Maldita, criticando governos anteriores ao de Requião.  

Segundo o coordenador da Frente e presidente do Diretório do PMDB de Curitiba, Doático Santos, o intenção do ato foi defender os avanços que o Paraná vem tendo e mostrar que as atitudes dos adversários de Requião, que fizeram vários ataques e denúncias contra o governador na semana passada, não podem ser aceitas. ?Vamos demonstrar a face verdadeira dos que se agregam com o senador Osmar Dias. São o lixo da história política do Paraná. O grupo político que está apoiando Osmar foi o mesmo que criou o pedágio e tentou acabar com a Copel. Promoveram o maior desmonte do Estado?, disse.

De acordo com Doático, foram produzidas 2 milhões de cópias que serão distribuídas em todo o Estado. ?Mas queremos que os integrantes do movimento façam cópias e levem o manifesto para todo o Paraná?, disse.

No panfleto distribuído, a Frente Ampla identifica a candidatura de Osmar Dias com grupos políticos que já governaram o Estado. ?São os mesmo negocistas que quebraram o Banestado, que fatiaram e tentaram vender a Copel, que entregaram o comando da Sanepar a um sócio minoritário estrangeiro, que leiloaram a preço de banana nossas melhores rodovias e nos impuseram o pedágio, que sucatearam nossos melhores serviços públicos, que tentaram privatizar até a saúde e a educação públicas?, diz o texto do documento.

O panfleto afirma ainda que esse antigo grupo político tenta voltar ao poder por meio de Osmar Dias. ?Escorraçados pelas urnas, agora querem voltar?, diz o documento.