O ex-deputado federal Gustavo Fruet (sem partido) saiu satisfeito de seu encontro com o vice-presidente de Agronegócios e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, ex-senador Osmar Dias, presidente estadual do PDT. Foi a primeira conversa com liderança partidária que Fruet teve depois que saiu do PSDB, no mês passado. Fruet também conversou com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, licenciado da direção partidária para exercer o cargo de ministro do Trabalho.

O ex-deputado disse que o PDT continua sendo uma excelente opção de filiação, para disputar a prefeitura de Curitiba no ano que vem, mas que não tem pressa para decidir, já que tem até o dia 7 de outubro, um ano antes do pleito de 2012.

“O cenário é animador. PDT e PT querem manter a aliança do ano passado nas eleições municipais em várias cidades, e Curitiba pode ser uma delas. Mas temos que esperar o que vai acontecer com os partidos. Temos que dar o tempo que o PT quiser, respeitando a discussão interna”, disse, avisando que, apesar de estar tranquilo, não deverá tomar a decisão só na última hora. “Mas agora é cedo, porque qualquer movimento que eu faça, vem a Prefeitura em cima. Foi até por isso que parei de divulgar minha agenda”, reclamou.

Gustavo disse que tanto ele quanto o ex-senador Osmar Dias vão procurar o deputado federal Ratinho Júnior (PSC), também pré-candidato a prefeito e cobrando o apoio da base da presidente Dilma Rousseff (PT), para tentar uma composição, “mas nada impede que ele seja candidato também. Sua candidatura é legítima e viável”, disse.

O ex-deputado reconhece que a base municipal do PDT é ligada à prefeitura municipal, com os três vereadores do partido, por exemplo, sendo da base de apoio ao prefeito, “mas temos um excelente diálogo com eles. Semana que vem, inclusive, voltaremos a nos reunir”, disse, acreditando que, com a definição de seu novo partido e a instabilidade da Câmara por conta das denúncias contra o presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), o cenário pode se alterar significativamente.

Enquanto não define seu destino, Fruet disse que tem tido encontros semanais com entidades representativas da cidade, movimentos estudantis e instituições como universidades e conselhos profissionais, para discutir a cidade. “Quero organizar, com essas entidades, debates sobre o futuro da cidade, para discutirmos com dados a situação em que estamos e onde queremos chegar. Dados que, depois, serão públicos, permitindo que todos saibam a real situação da capital”, enfatizou.