Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, chamou a operação Lava-Jato de “organização criminosa para investigar pessoas”. Segundo ele, em entrevista ao jornal Correio Brasiliense, os procuradores e autoridades envolvidas na Lava-Jato criaram um poder paralelo e cometeram abuso de poder.

Mendes reagiu aos recentes diálogos atribuídos ao coordenador da operação, Deltan Dallagnol, em que o procurador teria incentivado investigações contra a esposa de Mendes, Guiomar, o presidente do STF, Dias Toffoli, e a mulher dele, Roberta Rangel. “A impressão que eu tenho é que se criou no Brasil um estado paralelo (…). Dizer ‘eu tenho uma fonte na Receita e já estou tratando do tema’, significa o quê? Significa ‘estou quebrando o sigilo dele’. No fundo, um jogo de compadres. É uma organização criminosa para investigar pessoas”.

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Mendes disse que é preciso “encerrar esse ciclo desses falsos heróis e apostar na institucionalização”. “O combate à corrupção continua importante, o combate à criminalidade também, mas veja, essa gente tinha ganho uma importância tão grande que eles tinham se tornado um poder”. Segundo o magistrado, faltou experiência por parte dos procuradores e que condutas de integrantes da Lava-Jato evidenciam a existência de uma “Orcrim”. “Há uma organização criminosa para investigar pessoas.”

 

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