Recém-chegado da África do Sul, o governador Orlando Pessuti (PMDB) prosseguiu ontem com as mudanças de equipe, iniciadas quando assumiu o cargo em abril. Pessuti trocou a presidência e duas diretorias da Sanepar e já determinou a demissão do secretário de Justiça, Jair Ramos Braga. As trocas atingem a equipe do ex-governador Roberto Requião (PMDB). O Conselho de Administração da Sanepar, reunido ontem, aprovou a substituição de Stênio Jacob por Hudson Calefe na presidência da estatal. Para o lugar de Calefe, que ocupava a diretoria financeira da empresa desde 2003, vai o primo do ex-governador, Heitor Wallace de Melo e Silva. Ele foi removido da Diretoria de Investimentos. No lugar dele, entra Eduardo Guidi, funcionário de carreira aposentado da Sanepar, e que estava como presidente da Ambiental Paraná Floresta.

Maria Arlete Rosa é substituída na Diretoria de Meio Ambiente e Ação Social por Erivelto Luiz Silveira, que ocupava o cargo de assessor da Diretoria de Relações com Investidores, também funcionário de carreira da Sanepar.

Como sempre tem feito, a cada demissão de um integrante da sua equipe, o ex-governador se manifesta no twitter. “O Stenio e a Arlete demitidos da Sanepar por falta de senso comum do governante de plantão. Arre!!”, atacou ontem Requião, que está rompido com Pessuti desde que o atual governador começou a dispensar os auxiliares escolhidos pelo antecessor.

Os remanejamentos feitos por Pessuti (a cinco meses do fim do governo) ainda não está concluídos. O governador ainda busca uma fórmula de retirar a ex-primeira-dama Maristela Requião da direção do Museu Oscar Niemeyer e a irmã de Requião, Lúcia Arruda, do comando do Provopar. Por serem organizações de interesse público (Oscips), tanto o Museu quanto o Provopar têm suas direções escolhidas por um conselho, que tem a prerrogativa de decidir se elas permanecem ou ficam.