Cerca de 200 pessoas se reuniram, no Centro da capital mineira, para o 20º Grito dos Excluídos. Integrantes de diversos grupos sociais e de sindicatos protestavam em favor de moradores de rua, negros, mulheres e marginalizadas. A falta de moradia também foi lembrada nas manifestações, que teve como lema “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”.

Para o frei Edmar Moreira, que acompanhou a caminhada, o grupo mais excluído na capital mineira é o de moradores de rua. “Em Belo Horizonte, os moradores de rua e as mulheres marginalizadas precisam de atenção especial. Houve uma limpeza nas ruas da cidade em função da Copa do Mundo. Acredito que as manifestações do ano passado alertaram o povo, mas ainda não deram o empurrão necessário para mudanças reais”, criticou.

Outro presente à manifestação, o eletricitário Jair Gomes Pereira Filho, disse que as manifestações de junho de 2013 tiveram pouco impacto na política brasileira. Por isso, os movimentos sociais devem voltar às ruas. “Temos de discutir a questão da moradia, do trabalho escravo, do tráfico humano, das mulheres. O movimento de junho despertou nas pessoas um maior senso crítico”, disse.