Coordenador da campanha do tucano José Serra à Presidência da República e presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra classificou como “factoide com o objetivo de tentar provocar divisão” a afirmação de que a quebra de sigilo de tucanos, na verdade, teria sido orquestrada pelo próprio PSDB.

Em depoimento à Polícia Federal (PF), o jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse que decidiu fazer investigação sobre os sigilos de integrantes do PSDB depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria comandando um grupo de espionagem a serviço de Serra para devassar a vida do ex-governador Aécio Neves (PSDB). Ambos disputava, à época, a indicação do PSDB para concorrer à Presidência.

“Na sua enorme arrogância, o PT acha que o Brasil é feito de tolos. A poucos dias das eleições, justamente no momento em que José Serra e Aécio Neves percorrem juntos o Brasil na defesa de um país mais ético e mais justo, o PT tenta ressuscitar mais um factoide que tem como único objetivo tentar provocar a divisão das forças que se unem pela vitória de José Serra”, afirmou Guerra, em nota distribuída no início da noite.

Para o presidente do PSDB, “essa nova tentativa do PT demonstra, na verdade, a gravidade dos fatos ocorridos no âmbito da coordenação da campanha da candidata Dilma Rousseff e, agora devidamente comprovados, merecem o repúdio das forças democráticas brasileiras”.

Guerra disse ainda que “a criação de grupos de espionagem, ora nomeados de inteligência, não é prática das campanhas do PSDB em Minas, São Paulo ou de qualquer outro Estado”. “Assim como não ocorreram nos governos do PSDB violações de sigilos bancários, das quais foi vítima o caseiro Francenildo. Também não foram nas administrações do PSDB que nomearam Erenice Guerra e apagaram fitas de segurança do Planalto”, afirmou.

Polícia Federal

No comunicado, Guerra afirmou que mais uma vez o PT “mostra uso político das instituições do Estado, de como usa o governo para atender os seus objetivos políticos”. “Há quatro anos, um petista foi preso com uma mala cheia de dinheiro para comprar dossiê contra políticos do PSDB. Apesar de ter sido preso em flagrante com o dinheiro, o petista foi liberado e, até hoje, a Polícia Federal não explicou ao País de onde veio o dinheiro da mala do PT.”

Em seguida, afirmou que “a mesma Polícia Federal, que diz que só vai investigar o escândalo de Erenice Guerra depois das eleições, surge com um depoimento com o claro objetivo de tentar criar constrangimentos ao PSDB”.

E termina: “Embora o depoimento não tenha sequer sido divulgado, o PT se apressa em espalhar versões dos fatos que tentam afastar do partido a certeza que todo brasileiro hoje tem: quem tem a infração e o desrespeito à legalidade no seu DNA é o PT e não o PSDB”, afirmou.