O ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) disse não ter visto novidade na declaração do governador e presidente do PSDB Beto Richa sábado, no encontro do PSD, quando disse que se não houver entendimento com Gustavo e com “o pessoal do PSB”, do prefeito Luciano Ducci, o grupo político que fazem parte pode lançar dois candidatos à prefeitura de Curitiba.

Beto disse, também, que ainda é muito cedo para se pensar na eleição do ano que vem, que ainda há muito o que conversar. A postura do PSDB, de ir deixando para depois, é o que mais desagrada o pré-candidato.

“De certa forma, ele repetiu o que o PSDB vem dizendo. Mas o partido não se posiciona, joga para o ano que vem. É uma posição cômoda, pois amarra duas fortes candidaturas para decidir em cima da hora. Fica meio que, ‘se não der certo com um, temos o outro’”, reclamou. Gustavo disse que segue com sua estratégia de conversar com os demais partidos, sem pressa, mas sabendo que tem três meses para tomar uma decisão.

Fruet disse que tem falado com diversos partidos, mas nada em caráter definitivo. “Pela primeira vez, estou tendo a liberdade para conversar com gente que, antes, era considerada adversária. Estou com um bom canal aberto por amigos que têm interlocutores no PT e no PMDB, e estamos tendo sinais positivos de lá também”, comentou.

Sobre o evento do PSD, Fruet, que teve sua ausência comentada, disse que preferiu não ir para evitar especulações. “Gosto do Kassab (Gilberto, fundador do novo partido) e dos nomes do PSD no Paraná. Mas estou tomando esse cuidado de não dar margem para especulação. Não estou ‘negociando’. Se aparecesse lá, teria que ficar me explicando”, disse.

Sobre as presenças de Beto e do prefeito Ducci no evento e as declarações de apoio aos governos estadual e municipal na reunião, Gustavo viu com naturalidade. “É a força de atração do poder Público. Enquanto eu tenho discurso, eles têm cargos, estrutura, obras”, concluiu.