O governador Beto Richa (PSDB) iniciou, nesta sexta-feira, pela Secretaria da Fazenda, uma série de visitas a todas as pastas de seu governo para tomar ciência da situação a planejar as próximas ações. Superada a fase de diagnósticos e de ajustes à realidade encontrada, o governador pede, agora, que se iniciem as ações e, por isso, começou pela pasta da Fazenda, considerada o “coração do governo” e de onde partirá a liberação para todos os investimentos previstos.

“O tema da reunião foi ‘situação atual, ações em desenvolvimento e perspectivas’”, disse o secretário da Fazenda Luiz Carlos Hauly. “Mostramos ao governador que com mais de 80 ações já empregadas, estamos superando as dificuldades e planejando todos os investimentos necessários para o cumprimento do plano de governo”, completou, dizendo que a secretaria concentrou-se, nestes primeiros quatro meses a equilibrar a conta arrecadação/despesas, segurando os gastos, reavaliando as dívidas, readequando a tributação e aumentando a fiscalização para garantir o crescimento da receita líquida.

Hauly prometeu para 15 dias um diagnóstico quantitativo da situação financeira do Estado no primeiro quadrimestre do ano, com a avaliação do crescimento da receita e da capacidade de investimento. O secretário não confirma o número, mas a expectativa do governo é de um aumento real de receita da ordem de 15%.

A receita aumentou devido à contenção de gastos, mas os compromissos herdados do governo anterior ainda pesam no orçamento, resumiu o secretário da Casa Civil, Durval Amaral, que acompanhou o governador na reunião na Fazenda.

A reunião serviu para Hauly apresentar a estrutura e o funcionamento da Fazenda, considerada o “coração do governo”. De acordo com o secretário da Casa Civil, o governo tem a expectativa de ter margem para investimentos no segundo semestre. “O estado tem executado uma política de austeridade para honrar compromissos de pessoal e de financiamento do governo anterior”, disse Amaral.

Ele explicou que a economia desses primeiros meses vai garantir o pagamento do reajuste de 6,5% para os servidores públicos estaduais e os pagamentos de despesas na área de saúde. Somente nos dois últimos meses, o governo gastou R$ 47 milhões com a máquina de custeio da área de saúde e a aquisição de medicamentos. “Quando recuperarmos a capacidade de investimento, vamos reforçar a ação na saúde, educação e segurança pública”, comentou Amaral.