O pleno do Tribunal de Justiça do Paraná formulou, ontem, a lista tríplice que será apresentada ao governador Roberto Requião (PMDB) para a escolha de seu novo desembargador, para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Antônio Lopes de Noronha, em maio deste ano.

Requião terá de escolher entre a promotora Ângela Curi, o procurador Valério Vanhoni, ou o procurador Ramatis Fávero, escolhidos dentro de uma lista sêxtupla encaminhada pelo Ministério Público ao TJ, que continha, ainda, os nomes de Antônio Cioffi de Moura, Paulo Roberto Santos e João Henrique Silveira.

A indicação do novo desembargador está na cota do “quinto constitucional”, os 20% do quadro que são compostos por indicação da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Ministério Público, não sendo juízes de carreira.

O dispositivo, utilizado com o argumento de oxigenar os quadros do TJ também é alvo de críticas por transformar a escolha de um novo desembargador em uma decisão política.

Curiosamente, dois dos três candidatos que serão submetidos à escolha do governador têm, além de suas carreiras no Ministério Público, que o levaram à lista sêxtupla, uma forte ligação política, que pode ser decisiva na escolha final.

Apontada como favorita desde o início do processo, Ângela Curi é prima do deputado estadual Alexandre Curi, primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná.

Já Valério Vanhoni é irmão do deputado federal Ângelo Vanhoni (PT). Um novo desembargador com bom relacionamento político com o governador e a Assembleia é visto com simpatia pelo comando do Judiciário paranaense, num momento em que os desembargadores necessitam da boa vontade do governo e do Legislativo para terem aprovadas algumas de suas reivindicações, como reajuste e recebimento de auxílio moradia.