A nova promotora eleitoral, Maria Lúcia Figueiredo Moreira, assumiu o cargo no último sábado, no lugar do promotor Valclir Natalino da Silva, após doze meses no exercício da função. Ela foi indicada pelo Ministério Público, segundo a lista de antigüidade na comarca, e seu mandato também será de um ano.

Ontem foi seu primeiro dia de trabalho, e Maria Lúcia ainda não teve tempo de ler a ação proposta pelo Ministério Público na última sexta-feira, contra o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), e seu vice, Beto Richa (PSDB), que são acusados de abuso do poder econômico durante a campanha à reeleição em 2000. “Eu assumi no sábado e ainda não tenho conhecimento do processo. Mas o trabalho feito pelo meu colega terá sua seqüência normal. Vou me inteirar e atuar no caso”, garante. Maria Lúcia lembra que agora o andamento do processo depende do juiz eleitoral, e não mais do Ministério Público. “Uma vez proposta a ação ela tem continuidade normal. A seqüência agora está nas mãos do Judiciário. Cabe ao juiz se pronunciar sobre o caso”, diz.

O promotor Valclir Natalino da Silva considerou positivo o período em que atuou como promotor eleitoral. “Era para ser um ano sem muito trabalho, porque não era um período eleitoral. Mas primeiro a Justiça Eleitoral baixou as contas de campanha das eleições de 2000 para nossa conferência, uma a uma. Depois surgiu a denúncia de um caixa 2, o que fez com que tivéssemos que fazer um recurso contra a decisão que aprovou a prestação de contas. Esse recurso está até hoje pendente, ainda não foi julgado”, lembra.

“Foi um período muito trabalhoso, mas tudo o que estava a meu alcance, dentro do princípio da legalidade, foi feito.” Silva continua como promotor do Ministério Público Estadual, atuando como titular na 2.ª Vara da Fazenda Pública.