A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trânsito, que vai apurar e debater as causas dos acidentes e o que pode ser feito para reduzir o alto número de vítimas, realizou ontem mais uma sessão na Câmara de Curitiba. Motoristas imprudentes, excesso de velocidade ou a mistura de álcool com direção são apenas alguns exemplos citados pelos participantes da CPI e que ocorrem todos os dias. Vereadores e juízes convidados também discutiram o papel dos pedestres (que também desrespeitam a sinalização), os motoboys e os ciclistas. A CPI quer especificar no relatório, que deve ser concluído no próximo mês, as principais causas e apontar as soluções para reduzir o índice de acidentes.

Um dos itens preocupantes são as mortes de ciclistas. Segundo o juiz Edson de Oliveira Macedo Filho, convidado pela CPI, quarenta mortes foram registradas do início do ano até a tarde de quarta-feira na cidade. “Deveria ser criada uma lei em que todos fossem punidos”, sugere. “Os ciclistas muitas vezes abusam, assim como os motoboys, não respeitam o trânsito.”

Proposta

Uma das propostas apresentadas para a diminuição dos acidentes seria utilizar o dinheiro arrecadado em multas de trânsito, de radares, e com os cartões da zona de Estacionamento Regulamentado (EstaR) para educar os motoristas, prevenindo futuros acidentes e criando uma política pública mais rigorosa com os infratores. “Temos o direito de saber o que está sendo feito com a arrecadação das multas”, afirmou o juiz Rogério Ribas. “Esse dinheiro pode ser aplicado na melhoria do trânsito.”

Participaram da sessão o presidente da CPI, Jônatas Pirkiel, os juízes Edson de Oliveira Macedo Filho, Priscila Govanski Araújo Sarrão e Rogério Ribas, da Vara de Delitos de Trânsito, e os vereadores Jair Cézar (PTB), Nely Almeida (PSDB), Paulo Salamuni (PMDB) e Adenival Gomes (PT).