O PT optou por não adaptar programas de rádio para ‘testar’ a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da última sexta-feira (31), que barrou o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, inelegível nas eleições 2018. No sábado (1), o programa exibido pelo horário eleitoral nas emissoras tinha o ex-presidente como candidato.

Por isso, o ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, proibiu a veiculação do programa e determinou multa de R$ 500 mil ao partido para cada inserção feita em desconformidade com a decisão do Tribunal.

Segundo dirigentes da legenda, a ideia era “entender” o alcance da decisão. A legenda garante que nos programas eleitorais gravados para a TV e nas ruas a ordem é cumprir a decisão dos ministros, que consideraram o ex-presidente inelegível por 6 votos a 1. Os programas do partido foram adaptados para que Lula apareça dentro dos 25% de tempo permitidos pela lei eleitoral e não dizer que o ex-presidente é o candidato.

O objetivo do PT é manter Lula em destaque, mas na condição de ex-presidente que servirão de referência para uma possível nova gestão do PT. Uma outra frente dos programa mostrar lula como “alvo da Justiça”.

A primeira leva de material gráfico distribuída pela campanha, cerca de 1,5 milhão de panfletos nos quais aparecem Lula como candidato a presidente, Fernando Haddad a vice e uma foto de Manuela D’Avila no verso será adaptada ou recolhida. O PT optou por fazer uma quantidade menor de material impresso já prevendo uma derrota no TSE.

A defesa do partido afirmou que já providenciou a substituição imediata de todo o material de campanha, mas ressalta que a troca do material enviado às emissoras era tecnicamente inviável já que a decisão foi tomada já na madrugada do sábado.

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