A nomeação indiscriminada de funcionários pela 1.ª Secretaria da Assembleia Legislativa entre 2007 e 2010 é contestada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). A Promotoria de Justiça e Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba propôs ontem ação civil pública contra os deputados estaduais Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB). Na época, os parlamentares eram presidente e primeiro secretário da mesa executiva.Os deputados não foram encontrados para comentar o assunto.

O MP-PR alega que somente no primeiro mês da gestão dos deputados na mesa, houve salto de 22 para 42 funcionários, aumentando cada vez mais, até atingir o ápice de 378 comissionados em novembro de 2009. O órgão público estima que 541 pessoas tenham passado pela 1.ª Secretaria entre fevereiro de 2007 e abril de 2010. Apesar de Curi ser o primeiro secretário, todas as nomeações teriam acontecido com a anuência de Justus.

Fantasmas

Caso sejam condenados, os dois deputados responderão por crime de improbidade administrativa e serão obrigados a ressarcir os cofres públicos em R$ 5,8 milhões. Outra ação civil pública da Promotoria também propõe que os parlamentares sejam responsabilizados por outro crime de improbidade administrativa, a contratação dos servidores fantasmas. Neste processo também estão citados o ex-diretor da Assembleia, Abib Miguel, o Bibinho, e os funcionários José Ary Nassif e Cláudio Marques da Silva. O montante devido neste caso é de R$ 25 milhões.