O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Nelson Justus (DEM), comentou ontem que sua permanência no cargo foi a parte mais importante da decisão judicial que determinou o bloqueio de R$ 10 milhões do seu patrimônio pessoal. A medida também se estende ao 1º. Secretário, Alexandre Curi (PMDB).

A juíza Luciane Pereira Ramos, da 2.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, rejeitou o pedido do Ministério Público Estadual (MP) para afastar os dois deputados de suas funções na Mesa Executiva.

O bloqueio dos bens se destina a garantir o pagamento de multa que Justus e Curi teriam que pagar, caso venham a ser responsabilizados na ação que apura os desvios de recursos públicos, denunciados pelo Ministério Público Estadual.

Na ação, o MPE acusa os dois deputados de não terem tomado providências para impedir o funcionamento do esquema de contratação de servidores fantasmas para apropriação de recursos públicos.

De acordo com a denúncia do MPE, as irregularidades ocorriam sob o comando do pelo ex-diretor geral da AL, Abib Miguel, o Bibinho. “Como homem de formação jurídica, aceito as decisões judiciais. O importante foi que a Justiça manteve nossa posição na Mesa”, afirmou Justus. Curi não quis se pronunciar. “Decisão judicial não se discute, e sim se cumpre. Só vou falar sobre esse tema quando houver decisão do Tribunal de Justiça”, disse.