A defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) pediu a revogação de sua prisão ao ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF). Richa e sua esposa, Fernanda Richa, estão presos temporariamente em Curitiba desde terça-feira (11), no âmbito da Operação Rádio Patrulha, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR).

+Leia mais: Coordenador do Gaeco diz que há provas inegáveis contra Beto Richa

O pedido da defesa ocorre dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 444 (ADPF 444), na qual o STF proibiu as chamadas conduções coercitivas. A defesa do tucano alega que a prisão de Richa foi decretada para burlar o veto à condução coercitiva.

Na petição, que tem quase 90 páginas, o advogado José Roberto Figueiredo Santoro alega que os fundamentos da prisão “se mostram absolutamente inidôneos e fora das hipóteses previstas na legislação aplicável”.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Publicamente, Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre o caso de Richa, com críticas ao que chama de “atuação midiática” de investigadores. Em Brasília, durante entrevista que concedeu à imprensa na quarta-feira (12), o ministro do STF questionou o momento da prisão.

“Pelo que estava olhando no caso do Richa é um episódio de 2011, vejam vocês que fundamentaram a prisão preventiva há uns dias da eleição. Alguma coisa que suscita muita dúvida. Essas ações que já estão sendo investigados por quatro, cinco anos, ou mais, no caso de Alckmin, Haddad, todos os candidatos, e aí se anuncia uma ação agora. É notório um abuso de poder de litigiar. É preciso realmente colocar freios”, afirmou Mendes.”

Cerveja e carne pro churrasco; mercado dá até 70% de desconto nesta sexta!